Archive for CULTURA

Com genialidade, Almodóvar

Finalmente consegui assistir a última produção de Pedro Almodóvar – de longe, meu cineasta favorito. Em seus filmes, o espanhol consegue, com o estilo excêntrico que o consagrou, dosar criatividade e loucura. Em A Pele Que Habito, esta combinação clássica se torna mais notável do que em qualquer outra de suas obras. Um longa (quase) de terror, sem derramamento desnecessário de sangue, com uma pitada de suspense, romance e ficção. A história é uma adaptação do livro “Mygale”, do francês Thierry Jonquet, e possui cenas brilhantemente costuradas, como a resistente pele sintética – e macia – criada pelo cirurgião Richard Ledgard, interpretado por Antonio Banderas. Aliás, é o retorno de Banderas a uma das obras do diretor, parceria sempre bem-sucedida. Com a produção, Almodóvar retorna ao estilo que lhe colocou na história do cinema. E faz isso com brilhantismo único e a maestria de sempre.

Não há sinopse que consiga descrever com exatidão o que se pode assistir. Por isso, dessa vez, preferi não disponibilizar um resumo.

Ano: 2011

Elenco: Antonio Banderas, Elena Anaya, Marisa Paredes, Jan Cornet, Roberto Álamo, Blanca Suárez, Eduard Fernández, José Luis Gómez, Bárbara Lennie, Susi Sánchez

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Férias na capital paulista: onde ir?

Foto: Caio Pimenta – SPTuris

A Secretaria da Educação de Sã0 Paulo preparou uma lista especial de locais com opções de atividades para o período das férias escolares na capital. Confira as dicas:

  • Museu Afro Brasil

Em seu sétimo aniversário, o Museu Afro Brasil, inaugura a exposição “O sertão: da caatinga, dos santos, dos beatos e dos cabras da peste”, que conta com aproximadamente 800 obras, como esculturas, pinturas, ex-votos, roupas, fotografias e documentos, reproduzindo o ambiente do homem que vive no sertão.

Endereço: Avenida Pedro Álvares Cabral, s/no – portão 10 – Parque Ibirapuera – São Paulo
Telefone: (11) 5579-0593
Funcionamento: Terça a Domingo – Das 10h às 17h
Grátis

  • Museu Catavento

Endereço: Palácio das Indústrias – Parque Dom Pedro II
Telefone: (11) 3315-0051
Funcionamento: terça a domingo, das 9h às 17h, inclusive nos feriados.
Informações: Catavento

  • Pinacoteca do Estado

A Pinacoteca do Estado oferece uma grande variedade de obras de arte incluindo pinturas, fotografias, estátuas e também memoriais, como é o caso do Memorial da Resistência de São Paulo. A Pinacoteca também traz novidades como a exposição de Jac Larnier, Joaquin Torres Garcia, Lasar Segall e Caravaggio. Uma interessante e inovadora ação é a Galeria Tátil de Esculturas Brasileiras, idealizada especialmente para deficientes visuais.

Endereço: Praça da Luz, 2 – São Paulo/SP
Telefone: (11) 3324-1000
Informações pelo site: www.pinacoteca.org.br
Funcionamento: Terça a Domingo – Das 10h às 18h
Ingressos: R$ 6 inteira; R$ 3 meia entrada; Sábado entrada franca

  • Museu da Língua Portuguesa

O Museu da Língua Portuguesa traz uma exposição sobre Oswald de Andrade, um dos maiores autores brasileiros e um dos idealizadores da Semana de Arte Moderna. A mostra traz elementos de sua obra e vida e também enfatiza o amor de Oswald pela cidade de São Paulo.

Endereço: Praça da Luz, s/nº – São Paulo/SP
Telefone: (11) 3326-0775
Informações pelo site: www.museudalinguaportuguesa.org.br
Funcionamento: Terça a Domingo – Das 10h às 18h – – Fechamento da bilheteria às 17h
Ingressos: R$ 6 inteira; R$ 3 meia entrada; Sábado gratuito

  • Bibliotecas temáticas

As Bibliotecas Temáticas são bibliotecas públicas que além de terem um vasto acervo possuem vários livros sobre um assunto específico, trazendo os maiores autores dos gêneros.

Confira algumas opções:

– Contos de Fada
Endereço: Av. Celso Garcia, 4142, Tatuapé – 03064-000 São Paulo, SP
Telefone: 11 2295-3447
Funcionamento: Segunda a Sexta – Das 8h às 17h; Sábado das 9h às 16h

– Ciências
Endereço: Rua Catão, 611, Lapa – 05049-000 São Paulo, SP
Telefone: 11 3675-1681 e 11 3672-0456
Funcionamento: Segunda a Sexta – Das 8h às 17h; Sábado das 9h às 16h

– Cinema
Endereço: Rua Cisplatina, 505 Ipiranga – 04211-040 São Paulo, SP
Telefone: 11 2063-0901 e 11 2273-2390
Funcionamento: Segunda a Sexta – Das 8h às 17h; Sábado das 9h às 16h

– Cultura Popular
Endereço: Rua Paulo Eiró, 525, Santo Amaro – 04752-010
Telefone: 11 5687-0408 e 11 5691-0433
Funcionamento: Segunda a Sexta – Das 8 às 17h; Sábado das 9 às 16h

– Literatura Fantástica
Endereço: Rua Sena Madureira, 298 Vila Mariana – 04021-050, São Paulo, SP
Telefone: (11) 5573-4017 e (11) 5574-0389
Funcionamento: Terça a Sexta – Das 10h às 19h; Sábados e domingos das 11h às 18h

– Meio Ambiente
Endereço: Rua Muniz de Souza, 1155, Aclimação – 01534-001 São Paulo, SP
Telefone: 11 3208-1895
Funcionamento: Segunda a Sexta – Das 8h às 17h; Sábado e domingo das 9h às 16h

– Música
Endereço: Av. Celso Garcia, 4200, Tatuapé – 03064-000 São Paulo, SP
Telefone: 11 2092-4570 e 11 2942-9952
Funcionamento: Segunda a Sexta – Das 8h às 17h; Sábado das 9h às 16h

– Poesia
Endereço: Rua Henrique Schaumann, 777 – Pinheiros 05413-021 São Paulo, SP
Telefone: 11 3082-5023
Funcionamento: Segunda a Sexta – Das 8h às 17h; Sábado das 9h às 16h

SP tem exposição sobre ‘propagandas enganosas’ de cigarros

“Propagandas de cigarro – como a indústria do fumo enganou as pessoas”. Este será o tema de uma exposição que o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP, recebe a partir da próxima segunda-feira, 29 de agosto, Dia Nacional de Combate ao Fumo.
A mostra, que reúne propagandas veiculadas nos Estados Unidos entre as décadas de 1920 e 1950, quando não havia controle sobre a publicidade do produto, apresenta campanhas em que médicos, crianças e até o Papai Noel “vendiam” cigarros. O objetivo é explicitar como a indústria do tabaco manipulou informações, utilizando falsas verdades para camuflar o fato de que seus produtos provocam graves problemas de saúde, como enfisema pulmonar e câncer.
Organizada originalmente por médicos da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, a exposição foi aberta em 2007 e exibida em São Francisco, Boston, Nova York, Filadélfia e Nova Orleans. A coleção original faz parte da Smithsonian Institution de Washington.
Para facilitar a visitação das 90 peças expostas no Icesp, a exposição está dividida conforme a temática das propagandas. “Crianças e temas familiares na propaganda de cigarro”, “Ídolos do cinema e do esporte fizeram do cigarro um símbolo de status e saúde” e “Pesquisas pseudocientíficas e profissionais da saúde aprovam o cigarro” são algumas das vertentes abordadas.
A mostra é gratuita, aberta ao público e ficará exposta no hall de entrada do Icesp até o dia 14 de outubro. O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo fica na Av. Dr. Arnaldo, 251 – Cerqueira César – próximo ao metrô Clínicas.

  • Incidência

Dados do Icesp mostram que 60% dos fumantes diagnosticados com câncer não conseguem largar o cigarro, mesmo após descobrirem a doença. Além disso, de todos os atendimentos realizados no Icesp, 35% dos pacientes, ou um em cada três, afirmam ser tabagistas no momento em que ingressam na unidade para realizar o tratamento.
O tabagismo é um sério problema de saúde pública no mundo. O hábito desencadeia diversas doenças cardiovasculares e respiratórias, além de ser um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de diversos tipos de câncer.
“O consumo de produtos derivados do tabaco é responsável por 30% das mortes de pacientes oncológicos. Essa realidade precisa mudar – e as mudanças só acontecem por meio da conscientização, exatamente o que propõe esta exposição”, avalia o diretor geral do Instituto, Paulo Hoff.

Como esquecer

A professora Júlia (Ana Paula Arósio) luta para reconstruir sua vida após o fim de uma intensa e duradoura relação amorosa. Em meio a uma série de conflitos internos e diante da necessária readaptação para uma nova vida, não disfarça sua dor enquanto narra as emoções que vivencia nesta nova fase. Ao longo do filme, ela se encontra e se relacionando com outras pessoas que também vivem, cada uma do seu modo, a experiência de ter perdido algo muito importante em suas vidas.

Direção: Malu de Martino

País: Brasil (2011)

Memórias de uma Gueixa

Ainda menina, Chiyo (Suzuka Ohgo) foi vendida para uma casa de gueixas. Lá, pas­sou os primeiros anos dedicados às tarefas domésticas e sendo maltrata­da pelos donos da casa e por Hatsu­momo (Gong Li), uma gueixa que in­vejava a beleza da jovem. Ao crescer, torna-se a gueixa Sayuri (Zhang Ziyi) e desfruta de uma vida repleta de ri­queza e privilégios. Realidade muda­da com o início da 2º Guerra Mundial.

Direção: Rob Marshall

País: EUA, Japão, China (2005)

Harry Potter – The End

Com um pacote de Ruffles churrasco, uma barra de Diamante Negro, uma lata de Fanta laranja nas mãos e com a ansiedade pulsando nas veias assisti ontem o fim da mais bem sucedida franquia da história do cinema. Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 fechou a série – perdoem-me pelo clichê – com chave de ouro.

Não li o livro, nem lerei. Não quero que a magia da película seja deturpada pelas letras. Sim, eu sei que a literatura é sempre melhor. Apesar de a minha idade me enquadrar na geração Harry Potter, não passei a minha adolescência sempre à espera do próximo filme. Aprendi a gostar da heptologia no ano passado, quando assisti os longas em sequencia. Já adulto, me apaixonei. Histórias brilhantemente emaranhadas, atuações fantásticas e enredo arrebatador. Ingredientes que só poderiam resultar no sucesso.

O último filme atendeu a necessidade do público. Segredos inimagináveis foram revelados, personagens secundários participaram ativamente do desfecho, efeitos especiais de rara beleza. Harry Potter – o filme – amadureceu junto com os seus fãs. De um conto infantil tornou-se uma história de aventura envolvente, capaz de movimentar milhares de pessoas para o cinema. No fundo, a série usou a fórmula básica para qualquer filme do gênero: a luta do bem contra o mal. Em as Relíquias da Morte – Parte 2, por exemplo, a morte, a guerra, a dor, o sofrimento viraram elementos palpáveis na vida de Harry. Assim como é na realidade. Ao mesmo tempo, retratou o poder do amor, da amizade, da união, da alegria. Assim como é na realidade. Com o bruxo mais famoso do planeta aprendemos que podemos nos “desaparatar” para um universo mágico e, simultaneamente, real. É o fim de uma era.

Vênus Negra

Paris, 1817. Ao observar o modelo do crânio da africana Saartijie, o médico Georges Cuvier afirma, categoricamente: “Nunca vi a cabeça de um ser humano tão parecida com a de um macaco”. Sete anos antes, Saartije saiu de sua terra natal com seu mestre, Caezar, que expôs seu corpo em shows de horrores londrinos. Ao mesmo tempo livre e escravizada, Saartijie se tornou um ícone dos miseráveis. Filme baseado em fatos reais.

Direção: Abdellatif Kechiche

País: França/Itália/Bélgica (2011)

Conexão Magia

Em pleno século XXI, existe uma sociedade antiga dividindo o mesmo espaço no mundo que conhecemos. Uma civilização com regras próprias, povos diferentes e magia, muita magia. O livro recupera elementos mitológicos das culturas portuguesa, indígena e africana para dar forma a um romance de aventura e fantasia original e surpreendente, ambientado nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

Autor: Helena Gomes e Rosana Rios

Editora: Rocco

Minhas Tardes com Margueritte

Germain (Gérard Depardieu), um quarentão praticamente analfabeto, tem a sua vida mudada ao conhecer Margueritte (Gisele Casadesus), uma senhora de noventa anos que lhe lia em voz alta. Germain descobre em Margueritte o amor pela literatura e o valor da amizade, já que ela, ao contrário das outras pessoas, não o tratava como um idiota. Quando Mergaritte começa perder a visão, Germain encontra a oportunidade de retribuir o carinho que recebeu. Uma poesia em película.

Direção: Jean Becker

França (2011)

Questão de Honra

Dois fuzileiros são acusados como responsáveis pela morte de um soldado. Eles teriam cumprido um “alerta vermelho”, uma espécie de punição extra-oficial ordenada por um superior. Ao chegar aos tribunais, um jovem advogado (Tom Cruise) decide não fazer nenhum tipo de acordo e descobrir a verdade, por uma questão de honra. Um drama que discute a diferença entre seguir ordens ou a própria consciência.

Direção: Rob Reiner

País: EUA

Ano: 1992

Duração: 138 min.

Bebês


Thomas Balmès, cineasta francês, no documentário Bebês conta a história de quatro recém-nascidos. O filme, produzido por Alain Chabat, da série Asterix, investe na diversidade cultural. Os bebês foram escolhidos em diferentes pontos do mundo, dois meninos e duas meninas. Elas pertencem ao mundo chamado desenvolvido, os EUA e o Japão. Eles nascem em comunidades primitivas da Namíbia e da Mongólia.

Direção: Thomas Balmés

País: França

Ano: 2010

Duração: 80 min.

Desejo Proibido (If These Walls Could Talk)

Por Carolina Rebello, minha amiga.

O título original deste filme, em uma tradução livre, significa Se Estas Paredes Pudessem Falar. A alusão é clara ao ambiente em que se passa a história, uma mesma casa, que atravessa os anos abrigando as experiências de diferentes moradores.

Entre elas, três histórias de amor, tendo em comum a necessidade de enfrentar preconceitos. A cultura de cada época é o que influencia cada história. A opressão explicita de 1961, a teórica liberdade, regada à paz e amor, de 1972, e o espaço conquistado por minorias no ano 2000, mesmo com o preconceito ainda vivo por todos os cantos, interferem na rotina de pessoas que experimentam o sentimento universal e atemporal da paixão. Um roteiro sobre as mudanças e semelhanças na aventura de amar, seja quem, onde e quando for.

Direção: Jane Anderson, Martha Coolidge, Anne Heche.

País: EUA

Ano: 2000

Duração: 96 min.

Desafiando Gigantes


Há anos à frente de um time futebol americano, o treinador Grant Taylor nunca levou sua equipe às finais do campeonato local. O fracasso invade também sua casa, quando descobre que não pode ter filhos com a esposa. Além disso, se depara com a possibilidade de ser demitido. É quando ora e recebe a mensagem de um visitante inesperado. A partir daí, o treinador desafia tudo e a todos, com o objetivo de provar o poder transformador do amor.

Direção: Alex Kendrick

País: EUA

Ano: 2006

Duração: 111 min.

Ensaio Sobre a Cegueira

À espera de que o sinal vermelho transforme-se em verde, repentinamente, tudo fica branco. O motorista é o primeiro caso de uma cegueira desconhecida, incurável e epidêmica. A cegueira branca, como um mar de leite, espalha-se incontrolavelmente. Diante da situação, o governo é resoluto e coloca em quarentena os infectados e aqueles que tiveram contato com eles. Com recursos limitados, instalados em um manicômio desativado, aos poucos, as características mais primitivas do ser humano são desvendadas. A “treva branca” torna a Terra num mundo cego e de cegos, em que apenas uma mulher, esposa de um oftamologista, mantém, misteriosamente, a visão. Ela é obrigada a presenciar visualmente os sentimentos, tanto bons como ruins, narrados na obra; metamorfoseados em lutas pela comida, compaixão pelos necessitados, violência, abuso sexual, mortes… Quando finalmente conseguem sair da quarentena, os cegos se deparam com uma sociedade devastada, com ruas pavimentadas por detritos, lixo e cadáveres e em que os sobreviventes tornaram-se nômades, sempre em busca de abrigo e comida.

Brilhantemente, José Saramago, Nobel de Literatura, desperta em cada leitor experiências únicas, obrigando-os à parar, fechar os olhos e ver. Ele não faz distinção de personagens pelos nomes, mas sim por características e particularidades. Entre os personagens principais estão o primeiro cego, a mulher do primeiro cego, o médico, a mulher do médico (que vê), a rapariga dos óculos escuros, o velho com a venda no olho, o rapazinho estrábico e o cão das lágrimas. Em Ensaio Sobre A Cegueira, Saramago faz um excelente casamento entre a literatura e a sabedoria.

Autor: José Saramago

Ano: 1995

Páginas: 312

Editora: Companhia das Letras

Rio, um desenho para todas as idades

Para aqueles que acreditam que desenho animado é coisa de criança, é melhor mudar de ideia. Rio, com projeto e direção do brasileiro Carlos Saldanha, que também dirigiu a série A Era do Gelo, e escrito por Don Rhymer, traz para a tela do cinema as belezas da cidade maravilhosa, sem esconder suas mazelas.
A história começa em um remanescente da Mata Atlântica próximo à capital fluminense. Vários pássaros são capturados por traficantes, entre eles, um raríssimo filhote de uma espécime de arara azul. O destino leva a ave para o estado de Minnesota, nos Estados Unidos, onde é encontrado por Linda, que a cria e lhe dá o nome de Blu. Com o tempo, os dois tornam-se grandes amigos. Quinze anos depois, surge na vida dos dois o cientista brasileiro Túlio, que vai à Minnesota a procura de Blu, o último macho de sua espécie. Túlio convence Linda de levar a ave para o Rio de Janeiro, onde há a última fêmea, Jade, com o objetivo de fazê-los acasalar. Entretanto, ela, ao contrário de Blu, tem um espírito livre e odeia ficar engaiolada, o que gera atritos logo no primeiro encontro. Quando o casal é capturado por uma quadrilha de venda de aves raras, ficam presos por uma corrente na pata. É quando precisam unir forças para escapar do cativeiro.
Ao longo da história personagens divertidos e/ou singulares surgem: a cacatua Nigel, que pertence ao chefe dos contrabandistas; Fernando, um garoto que, por dinheiro, ajuda à capturar as aves; Rafael, um tucano pai de família; um grupo de saguis ladrões; Luiz, um buldogue serralheiro; entre outros.
O filme está conquistando fãs pelo mundo afora, não por acaso. Além da qualidade visual, o conteúdo é ótimo. Podemos dizer que Rio é um convite aos estrangeiros para as Olimpíadas de 2016 e um canal para que os brasileiros possam conhecer melhor e valorizar sua própria terra. Os contrastes sociais não são esquecidos. Fernando é um exemplo de como a aparente facilidade pode levar à crimininalidade meninos pobres. A favela também é mostrada, não só como abrigo de criminosos, mas como um espaço de convivência, alegria, união. Outro ponto central e importante é a abordagem sobre o tráfico de animais silvestres. Nossa fauna é diariamente desfalcada e pouca coisa contra isso é feita. Talvez o filme funcione como um alerta. Além de tudo isso, tem a rivalidade Brasil-Argentina, o carnaval, a paisagem, a hospitalidade do povo brasileiro… Um filme para todas as idades e com todo o charme e ritmo da cidade maravilhosa.

Direção: Carlos Saldanha
País: EUA
Ano: 2011
Duração: 96 min.

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