Por trás das lentes

Foto: Dina Ferreira

 Foi em 1826 que a primeira imagem reconhecida como uma fotografia foi produzida. A foto,  “impressa” pelo francês Joseph Nicéphore Niépce (1765 – 1833) em uma placa de estanho coberta com um derivado de petróleo, precisou de oito horas para ser obtida. Algo inimaginável num tempo em que alguns segundos após de o flash acender, a imagem já está na tela, e se não ficar boa – de acordo com as preferências do fotógrafo – pode ser apagada e rapidamente substituída. Essa evolução permitiu transformar a fotografia na memória impressa do homem, seja de lembranças sociais, históricas ou pessoais.

A voluntária Dina Ferreira é uma dessas pessoas que não deixam de registrar pelas lentes de sua câmera momentos marcantes de sua vida. Casada há cerca de 20 anos, encontrou no antigo hobby do marido, Arthur, um universo. Em suas viagens, levava consigo uma máquina fotográfica, sempre configurada no modo automático. Foi durante sua estada na cidade francesa de Saint Marie de Moustier que surgiu o interesse em aprofundar seus conhecimentos sobre a fotografia. Tendo em vista a curiosidade da esposa, Arthur deu à Dina uma máquina com recursos mais avançados e lhe ensinou o básico. “Quando percebemos que eu já estava fazendo perguntas difíceis, decidimos entrar em um curso”, recorda a voluntária, com o característico sorriso. Dina confessa que quase desistiu, devido à exigência e técnicas ensinadas. “Porém os professores eram maravilhosos.” Depois disso, não parou mais. Registrou com sua câmera momentos únicos, vividos em várias partes do planeta. No “pequeno” acervo de aproximadamente 30 mil imagens – sem contar as mais de 30 mil do esposo –, guarda fotos de países como Nepal, Jordânia, Egito, Israel, Índia, Tailândia e também de diversas cidades brasileiras. Ao lembrar da expedição realizada no país asiático Mianmar (foto), o sorriso dá lugar às lágrimas, não de tristeza, sim de saudade. “Lá, o povo vive sob uma ditadura. E mesmo assim as pessoas são espetaculares”, comenta. Dina adora interagir com quem está fotografando e sempre procura aprender um pouco da língua local dos lugares onde visita. Tem também em seu DNA um outro dom: o de ajudar. A integrante da Associação de Voluntárias do Hospital das Clínicas (AVOHC), também é colaboradora de uma ONG que auxilia em tragédias ambientais, como as enchentes no Alagoas e na cidade paulista de São Luiz do Paraitinga e o desastre na serra fluminense, no início deste ano. Esses momentos, além de serem retratados pela sua câmera, são registrados em seu coração.

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