Água na Oca

Doce e salgada, abundante e escassa, aliada e adversária, pura e poluída, líquida e impenetrável. Água! Cobrindo cerca de 70% da superfície da Terra na forma de oceanos, mares, rios, lagos e geleiras, ela é fundamental para a existência do ser humano e de todos os organismos vivos. A exposição Água na Oca trata da relação entre a água e o planeta, enfatizando o que essa substância representa para o Brasil e seu povo, detentores do maior manancial do Globo.

Aliando ciência, arte e tecnologia, são apresentadas instalações interativas, obras de arte, peças de acervo museológico, aquários reais e virtuais, fotografias e instalações audiovisuais, que ocupam os 8000m² do pavilhão da Oca. Durante os cinco meses em que permanecerá em São Paulo, Água na Oca realizará também palestras, workshops e um extenso programa educacional, voltado para toda a rede de ensino.

A mostra tem origem na exposição Water: H2O = Life, apresentada em 2007, no célebre prédio no Central Park West, com curadoria de Eleanor J. Sterling, diretora do Center for Biodiversity Conservation. De acordo com o curador brasileiro Marcello Dantas, o que será visto na versão brasileira “é uma mostra integralmente concebida no Brasil e para o Brasil. Em termos de espaço, diversidade e alcance é quase 10 vezes maior do que a americana”.

Os estados e o ciclo da água, bem como os problemas relacionados à qualidade e à disponibilidade desse recurso na sociedade e nos ecossistemas, são abordados na mostra. Ações para seu uso sustentável são sugeridas pela exposição, que pretende chamar a atenção para o modo como o público utiliza os recursos hídricos.

A mostra é dividida por temas, de acordo com cada andar do pavilhão da Oca. No térreo, o visitante encontra o Mundo d’Água, que trata das relações entre a água,  a  vida  e  o  planeta,  suas  propriedades,  problemas  e potenciais. Neste espaço é possível conhecer as diferentes relações entre a água e os seres vivos, desde aqueles que vivem no mar, quanto os que sobrevivem em condições extremas de escassez deste recurso.  Este andar também tem como atração uma faixa de aquários com mais de 60 espécies de peixes que vivem em sete ecossistemas diferentes. Será possível conhecer espécies que habitam o Rio Negro, cursos d’água da floresta de Sumatra e a bacia do Congo. Os peixes, além de compor a beleza dos  rios  e mares,  são  responsáveis pelo sustento de 520 milhões de pessoas no mundo por meio da perca.

A exposição aborda, ainda, as ameaças da pesca predatória. O visitante pode conhecer melhor algumas iniciativas de conter esta situação, como a adoção de períodos de defeso (proibição da pesca durante o período do ano em que há reprodução e desenvolvimento dos animais).

As janelas redondas da Oca abrigam imagens em computação gráfica das  espécies da  zona  abissal,  localizada  no fundo do oceano, levando o público a conhecer uma das áreas de mais difícil acesso em nosso planeta.  A zona abissal é também a grande atração do segundo andar do prédio, chamado de A Última Fronteira. Embora hoje seja possível chegar a cerca de dez quilômetros de profundidade, o fundo do mar ainda não foi alcançado. Neste espaço, um vídeo levará o espectador a diferentes lugares, desde os conhecidos recifes de coral até as partes mais obscuras do oceano. O primeiro andar mostra cenas que conhecemos muito bem: a fúria das enchentes. Um problema grave, principalmente no verão, que devasta cidades, casas, leva vidas e se repete todos os anos. Os visitantes serão conduzidos por uma instalação que simula uma casa durante uma tempestade e a ameaça da enchente.  O Movimento Cyan, com o objetivo de mobilizar e conscientizar a sociedade quanto ao uso racional da água, descreve exemplos simples de economia deste recurso por meio de painéis.  Intitulado Infiltração, esse andar apresenta a relação entre a água e a cidadania, a política e a consciência ambiental e individual sobre nosso papel e as nossas vulnerabilidades.

O subsolo da OCA é o andar dedicado às obras de arte que envolvem água, seja como elemento de inspiração ou como material escultórico. Denominado Desaguar, este piso apresenta cinco obras que foram comissionadas a artistas brasileiros: à dupla Leandro Lima e Gisela Motta, a Sonia Guggisberg, a Laura Vinci, a Márcia Xavier, e ao trio Rejane Cantoni, Raquel Kogan e Leonardo Crescenti. Dois artistas foram convidados pelo curador Marcello Dantas: Claudia Jaguaribe, que explora o potencial artístico de fotografias, e o londrino William Pye, que participará com cinco de suas esculturas chamadas “Water Sculptures”.

 

Serviço

Até 8 de maio de 2011

Pavilhão Lucas Nogueira Garcez (Oca)

Av. Pedro Álvares Cabral, S/Nº – Portão 3, Parque do Ibirapuera, Vila Mariana, São Paulo

Terças, quintas e sextas-feiras: das 9h às 18h (bilheteria até as 17h)

Quartas-feiras: das 9h às 21h (bilheteria até as 20h)

Sábados, domingos e feriados: das 10h às 20h (bilheteria até as 19h)

http://www.aguanaoca.com.br

Ingressos: inteira: R$ 20,00. Estudantes e professores com comprovantes: R$ 10,00 (meia-entrada). Menores de 7 e maiores de 60 anos com documento não pagam. No último domingo de cada mês, a entrada é gratuita para todos os visitantes.

 

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