Lixo eletrônico também deve ser reciclado

Qual é o destino do lixo eletrônico que você produz? Hoje em dia, é normal aparelhos tornarem-se rapidamente obsoletos e serem descartados como lixo comum. Porém, o descarte inadequado desses resíduos pode causar danos irreparáveis ao meio ambiente. Geladeiras, computadores, televisores, entre outros aparelhos, possuem em sua composição metais tóxicos como mercúrio, cádmio, berílio e chumbo. Tais elementos, em contato com o solo, contaminam o lençol freático; se queimados, poluem a atmosfera; além de originarem graves doenças nos catadores que sobrevivem da venda de materiais coletados nos aterros sanitários. De acordo com o Greenpeace, são produzidos no planeta, anualmente, cerca de 50 milhões destes dejetos. Na União Europeia, esse número vem crescendo 5% ao ano.

No caso de microcomputadores e monitores, todos os componentes podem ser reciclados, inclusive as substâncias tóxicas. Entretanto, no Brasil a maioria das empresas de reciclagem do gênero é segmentada e reutiliza apenas materiais específicos. A velocidade com que estes equipamentos tornam-se remotos faz com que a produção de resíduos aumente assustadoramente. Na Europa, desde 2003, os fabricantes são responsabilizados pelo tratamento dos dejetos eletroeletrônicos. Outra lei restringe o uso de determinadas substâncias nestes dispositivos. No Brasil, desde agosto deste ano, está em vigor a lei nº 12.305, referente à Política Nacional de Resíduos Sólidos, que determina o destino para o resíduo eletroeletrônico. No Estado de São Paulo, a Lei 13.576 institui normas e procedimentos para a reciclagem, gerenciamento e destinação final do lixo tecnológico. Segundo pesquisa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), realizada em 11 países emergentes em desenvolvimento, o Brasil tem a maior produção per capita de lixo eletrônico – meio quilo – oriundo de computadores.

Para facilitar o descarte deste material, A Universidade de São Paulo (USP) criou o Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática (Cedir) do Centro de Computação Eletrônica (CCE). O Centro recebe peças e equipamentos de informática e eletroeletrônicos obsoletos da população. Instalado em um galpão de 400m², conta com área para categorização, triagem e destinação de 500 a 1000 equipamentos por mês.

Os interessados devem agendar a entrega do seu lixo eletrônico pelos telefones 3091-6454/6455/6456 – de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h ou pelo e-mail consulta@usp.br. Para mais informações sobre o Centro e dúvidas envie e-mail para cedir.cce@usp.br.

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1 Comentário »

  1. Ola Felipe

    Fazemos a nossa parte aqui em Brasilia, veja mais em nosso blog
    Abraços


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