Cunha: o refúgio certo para quem quer descansar e relaxar

Se você teve uma semana agitada, que tal buscar refúgio e relaxar numa cidadezinha onde é possível ouvir o canto dos pássaros, ver flores e borboletas e beber água direto da fonte. O nome desse pequeno paraíso é Cunha, estância climática localizada na divisa entre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Cercada por duas reservas florestais (Bocaina e o parque Cunha-Indaiá), Cunha também fica próxima a Parati. Apenas dez quilômetros separam uma cidade da outra.

O centro da cidade possui algumas construções históricas, como as igrejas Nossa Senhora da Conceição e do Rosário e São Benedito. A primeira foi construída em 1731 e é um exemplo do barroco paulista. Em seu interior, você ficará impressionado com os altares e as imagens talhadas em madeira. Já igreja do Rosário e São Benedito é aberta ao público apenas nos dias de festa. O local foi tombado pelo patrimônio histórico e cultural.

Para quem quer curtir a natureza, as principais atrações são as cachoeiras e os passeios pelas trilhas ecológicas. Já para conhecer um pouco da cultura local, reserve um tempo para visitar os ateliês.

  • Cachoeiras

Fotos: Miguel Schincarol/Agência Perspectiva

Para quem curte um banho de cachoeira, existem diversas opções. A Cachoeira Desterro fica na zona rural. Para chegar, você terá que encarar cerca de quatro quilômetros na estrada do Monjolo, que se está asfaltada e sinalizada, e mais 12 quilômetros em estrada de terra. A altura da queda-d’água é de 12 metros – ideal para o lazer de banhistas experientes devido ao volume de água.

Bem próximo a ela, esta a Cachoeira do Pimenta que possui duas quedas diferentes e tem água ligeiramente escurecida como um chá. Com 90 metros de altura possui pequenos lagos para banho. Outras opções, são as cachoeiras Jericó, Mato Dentro, Paraitinga e Mato Limpo.

  • Passeios

Quando você visitar Cunha, não deixe de conhecer o Parque Estadual da Serra do Mar, que oferece duas trilhas para caminhadas: a trilha do Rio Paraibuna (1.700 metros e autoguiada) e a trilha do Rio Bonito (com 7.600 metros, mas só pode ser feita com acompanhamento de um guia). O caminho acompanha o Rio Bonito e sua água, clara e límpida, que pode ser consumida.

Visite também o Pico da Marcela. O acesso é feito pela Rodovia Cunha – Paraty, no km 65. São cinco quilômetros até o estacionamento onde o carro deve ser deixado. Depois, você vai encarar uma subida a pé de dois quilômetros em pista de cimento. O pico está a 1.840 metros de altitude, de onde se avista cerca de 180 quilômetros do litoral fluminense, como a cidade de Paraty, a baía da Ilha Grande e parte de Angra dos Reis. O local não possui banheiros e nem serviço de alimentação – por isso, não deixe de levar garrafa de água, barras de cereais e frutas. Uma dica: não suba esse pico se o céu não estiver absolutamente claro e sem nuvens.

Se você quiser fazer um passeio por uma estrada histórica, caminhe pela Estrada do Ouro. No século 18, os escravos circulavam pelo local para levar o ouro de Minas Gerais até Parati. Ao todo, são quatro horas de caminhada. Um carro off-road leva o turista até a entrada da trilha, de onde é possível ver Parati e as praias. Depois de andar duas horas por um caminho de terra pela Mata Atlântica, começa o trecho de calçamento, que passa por pequenas quedas-d’água até chegar à cachoeira da Pedra Branca, a oito quilômetros do centro de Parati.

Outro passeio que remete à época dos escravos leva até a Caverna Canhambora, que foi um antigo refúgio dos negros fugitivos – para fazer esse passeio, você precisará de um guia. A caverna está localizada na Serra da Bocaina. O acesso é feito pela Rodovia Cunha – Campos Novos. De Campos Novos à gruta são 12 quilômetros em estrada de terra. Da porteira de acesso até a gruta, você terá que encarar dez minutos de caminhada com certo grau de dificuldade.

  • Ateliês

Depois de se aventurar pelas trilhas, relaxe e descubra o artesanato local fazendo uma visita aos 16 ateliês da cidade. A maioria deles ainda utiliza fornos alimentados com lenha de eucalipto. Cada cerâmica é uma peça única. A técnica raku, por exemplo, aquece a cerâmica a 100º C e, depois de resfriada em pó-de-serra e passada na água, faz surgir, a cada fornada, um modelo diferente de arte. O superaquecimento do verniz provoca rachaduras na pintura da cerâmica fazendo em cada peça uma forma de pintura única.

Criada em 1998, a Casa do Artesão abriga uma exposição permanente do artesanato local. Lá você encontra cerâmicas, esculturas, pinturas, trançados e bordados.

  • Como chegar

Localizada a 218 quilômetros da Capital, Cunha tem cerca de 25 mil habitantes e 80% deles se concentram na área rural. Para chegar a cidade, pegue a via Dutra até a saída 65, em Guaratinguetá, que leva a Cunha.

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1 Comentário »

  1. Paulo Consti Said:

    parabens muito bom


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