Estações da CPTM são tombadas pelo patrimônio histórico

Felipe Godoy

Oito estações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) agora são, oficialmente, patrimônio histórico de São Paulo. Rio Grande da Serra e Ribeirão Pires, da Linha 10-Turquesa (Luz-Rio Grande da Serra); Caieiras, Jundiaí, Franco da Rocha, Perus, Jaraguá e Várzea Paulista, da Linha 7-Rubi (Luz-Jundiaí), foram tombadas pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat).

A decisão do Colegiado do Conselho foi publicada no Diário Oficial do Estado, em 17 de julho. Com isso, a CPTM tem hoje 11 estações tombadas e ainda estão em plena operação (Luz, Brás e Júlio Prestes se tornaram patrimônio histórico nos anos 1970/80).

Além dessas estações, cujos prédios são da década de 1880, a antiga estação de Santos, popularmente conhecida como estação do Valongo e hoje pertencente à prefeitura local, também passou pelo processo de tombamento.

Remanescentes históricos

Estação Brás, em 1979 (Arquivo pessoal) 

A CPTM herdou o patrimônio da antiga São Paulo Railway (SPR) – primeira ferrovia paulista, aberta em 1867 – que impulsionou o desenvolvimento de São Paulo a partir da metade do século XIX, quando o café passou a ser o principal produto de exportação no Brasil e passou a ser escoado para o Porto de Santos pela ferrovia.

As estações tombadas estão entre as últimas estações que mantiveram a arquitetura original da segunda metade do século XIX, trazida pelos ingleses da SPR. “Quem quiser conhecer esse importante patrimônio ferroviário brasileiro é só pegar o trem da CPTM e descer em uma delas. Nosso patrimônio é de fácil acesso para quem quiser conhecê-las”, explica o gerente de Projeto Funcional e Integração do Transporte da CPTM, Ayrton Camargo.

Embora esteja em pleno processo de modernização, a CPTM vem mantendo o compromisso de zelar pelo seu patrimônio histórico. Para isso, a Companhia trabalha para garantir as condições de uso dessas estações tombadas, por meio de manutenção periódica e sempre de acordo com as diretrizes dos órgãos de preservação. Além disso, as estações Luz e Brás, por exemplo, já passaram por restauro.

Da CPTM

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