Será o fim dos jornais?

           Lembro do mal estar que causei na faculdade ao dar a minha opinião defendo o fim dos jornais impressos e a migração do seu conteúdo para a internet. Outro dia abri a minha caixa de email e li uma notícia com o seguinte título: “Estudantes de Jornalismo não gostam de ler jornais.” Esse foi o resultado de uma pesquisa feita com estudantes da Austrália, que revela que 90% dos acadêmicos preferem a TV e a internet como fonte de notícias. De acordo com as informações publicadas, os estudantes pesquisados acreditam que os jornais terão fim, mas que isso levará tempo. Confesso que levei um susto, pois mesmo defendendo o fim dos jornais, acredito que são indispensáveis para qualquer estudante de jornalismo.

Mas será que estes estudantes estão totalmente errados? Será que a internet não é hoje um dos melhores meios de nos informarmos? E os jornais durarão para sempre? São dúvidas que rodeiam o mundo dos “focas”, com relação ao futuro da profissão. Porém, temos que ser realistas, o jornal não viverá para sempre e vários fatores mostram isso.

Os veículos impressos ainda são caros para a maioria das pessoas, graças ao custo, possuem uma acessibilidade bem menor do que a TV e o rádio, por exemplo. A internet ainda não está disponível para todos, porém é uma veículo em ascensão, que pode e será democratizado. Já existe, inclusive no Brasil, cidades com internet Banda Larga gratuita. Uma vantagem da web sobre os impressos é a instantaneidade da notícia, pois ao contrário do jornal a notícia não precisa esperar um dia para ser publicada. Claro que isso é uma vantagem para a empresa jornalística, pois ela precisará de menos profissionais para elaboração de conteúdo, o que infelizmente vai causar um grande número de desemprego na área.

Com o crescimento da internet, a publicidade migrará do impresso para a WEB, o que já está acontecendo. E o que será dos jornais e revistas que tem como sobrevivência a divulgação? Até o gigante The New York Times cedeu a sua primeira página para uma propaganda, pela primeira vez na sua história, devido a queda no faturamento. A rede de periódicos Metro, que circula em diversos países, faliu em algumas nações, depois de anos de sucesso como exemplo de um jornal que sobrevive da publicidade. No Brasil os principais jornais e revistas diminuíram a sua tiragem, em razão da queda que tiveram nas vendas. Outro fator que pode influenciar no fim dos veículos impressos é o seu próprio suporte, o papel. Visto que, com o desmatamento e o aquecimento global esse material no futuro, ficará mais caro e raro.

Os impressos ainda são um dos principais meios de comunicação, porém estão ameaçados. O mundo passa por uma constante evolução e devido a globalização as notícias devem ser divulgadas com rapidez, o que é uma vantagem da internet. Nós, estudantes de jornalismo, temos muito à lamentar, afinal é o nosso emprego que está em jogo. E pela defesa do nosso espaço no mercado de trabalho, temos que estar sempre preparados e sermos profissionais multimídias. O jornal pode acabar um dia, mas o jornalismo não, a sua essência durará até os últimos dias da humanidade.

Veja a repercussão deste tema no blog da Revista Virtus:

http://revistavirtus.wordpress.com/2009/04/20/o-fim-do-jornal-impresso/

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